
Resumo
- Samsung anunciou que irá encerrar as vendas de televisores e eletrodomésticos na China.
- A medida afeta produtos como TVs, geladeiras e máquinas de lavar, devido à perda de espaço para marcas locais.
- No entanto, a fabricante continuará vendendo smartphones e chips de computador no país, e manterá a fábrica de eletrodomésticos em Suzhou.
A autossuficiência chinesa continua fazendo vítimas entre as grandes marcas populares nos mercados ocidentais, e a da vez é a Samsung. A empresa anunciou que encerrá as vendas de televisores e eletrodomésticos no país, um dos maiores mercados de consumo do mundo, após perder espaço para marcas locais.
Segundo o Wall Street Journal, a medida afeta produtos como TVs, geladeiras e máquinas de lavar. Em comunicado, a Samsung afirmou que fará “todos os esforços para minimizar qualquer impacto aos clientes” e que está avaliando medidas de suporte para os parceiros de negócios na região.
No início desta semana, vale lembrar, a Samsung trocou o comando da divisão de TVs. A empresa, no entanto, não está deixando a China. A fabricante confirmou que continuará vendendo smartphones e chips de computador no país. Além disso, a fábrica de eletrodomésticos em Suzhou não será afetada pela suspensão das vendas locais, de acordo com o jornal.
Por que a Samsung recuou?

O principal motivo para a saída é a perda de espaço para fabricantes chinesas. Nos últimos anos, marcas locais passaram a dominar o mercado de eletrônicos de consumo no país, pressionando empresas estrangeiras como a Samsung.
De acordo com o levantamento da consultoria AVC Revo, citado pela imprensa estatal chinesa, a participação da Samsung no varejo físico caiu para os seguintes níveis:
- TVs coloridas: 3,62% de participação;
- Geladeiras: 0,41%;
- Máquinas de lavar: 0,38%.
Enquanto isso, marcas chinesas concentram mais de 90% do mercado de TVs e mais de 60% do segmento geral de eletrodomésticos no país.
Divisão teve prejuízo no ano passado

Outro fator seria o momento difícil para esses setores dentro da Samsung. De acordo com o WSJ, no ano passado, a divisão registrou um prejuízo operacional de 200 bilhões de won (cerca de R$ 715 milhões, em conversão direta).
Globalmente, a empresa manteve a liderança das vendas globais de TVs em 2025, e segue segurando a coroa após duas décadas. Mas, pela primeira vez, se viu ameaçada: no último trimestre do ano, perdeu a liderança para a chinesa TCL, que conquistou 16% de participação, ante seus 13%. A rival também fechou uma aliança com a Sony para combinar tecnologias de imagem e áudio.
Apesar da crise nos eletrodomésticos e nas TVs, e de um momento difícil nos setores de displays e smartphones, o conglomerado atingiu, nesta semana, US$ 1 trilhão (cerca de R$ 4,9 trilhões) em valor de mercado. O crescimento ocorre graças a alta demanda de data centers por chips de memória de alto desempenho (HBM).