
Resumo
- Apple adquiriu a Kuzu, uma empresa canadense de banco de dados, em outubro de 2025, sem divulgar o valor da transação.
- A aquisição foi reportada à União Europeia devido à relevância, conforme exigido pela legislação local, e os dados da empresa saíram do ar.
- A Kuzu desenvolvia bancos de dados gráficos embarcados, focados em consultas rápidas e análise de dados complexos.
A Apple concluiu a misteriosa aquisição da Kuzu, uma empresa canadense especializada em tecnologias de banco de dados. O negócio foi finalizado em outubro de 2025, por um valor que não foi revelado, e só veio a público após ser identificado pela imprensa especializada, que acompanha movimentações corporativas da companhia.
Como costuma acontecer em compras desse tipo, a presença online da Kuzu foi rapidamente desativada. O site oficial saiu do ar e o repositório da empresa no GitHub foi arquivado, um padrão recorrente nas aquisições feitas pela Apple.
A Kuzu se descrevia como “um banco de dados gráfico embarcado desenvolvido para velocidade de consulta, escalabilidade e facilidade de uso”. Seu principal produto era o Kuzu Explorer, uma ferramenta acessível via navegador que permitia visualizar informações como nós interligados, facilitando a análise de relações complexas entre dados.
O que fazia a Kuzu?
Diferentemente de bancos de dados relacionais tradicionais, a Kuzu atuava no segmento de bancos de dados gráficos embarcados, voltados a aplicações que exigem consultas rápidas sobre grandes volumes de informações conectadas. Esse tipo de tecnologia costuma ser usado em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação e modelagem de dados complexos.
A Apple já é dona do FileMaker, um sistema de banco de dados relacional operado por sua subsidiária Claris. Ainda não está claro como a tecnologia da Kuzu será aplicada. A empresa não comentou se a solução será integrada a produtos existentes ou utilizada internamente em novos projetos.

Por que a aquisição foi informada à União Europeia?
Mesmo sem divulgação do valor, a aquisição foi relevante o suficiente para ser reportada à União Europeia. De acordo com o Digital Markets Act (DMA), empresas classificadas como “gatekeepers” precisam comunicar determinadas aquisições às autoridades regulatórias do bloco.
A compra da Kuzu aparece em uma lista pública da UE que reúne aquisições feitas pela Apple ao longo de 2025. Entre elas estão empresas de software, design de chips, inteligência artificial e ferramentas para aprendizado de máquina, indicando uma estratégia contínua de reforço tecnológico.
A página europeia é atualizada de forma periódica, geralmente alguns meses após o recebimento das informações. Por isso, analistas avaliam que outras aquisições da Apple podem ainda não ter sido divulgadas oficialmente.
Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados