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Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

Resumo
  • Gnome 50 “Tokyo” introduz melhorias em acessibilidade, a exemplo do leitor de tela Orca com configurações globais e troca automática de idioma;
  • ambiente agora inclui controles parentais que permitem monitorar e limitar o tempo de uso de tela para contas infantis;
  • visualizador de documentos foi reformulado para facilitar inserção de notas e o gerenciador de arquivos Files agora otimiza o carregamento de miniaturas e o consumo de RAM.

Um dos ambientes de desktop mais populares do universo Linux (se não for o mais) acaba de ganhar uma nova versão. O Gnome 50 “Tokyo” foi anunciado oficialmente trazendo avanços em acessibilidade, controles parentais, visualização de arquivos e mais.

No aspecto da acessibilidade, uma das novidades está no leitor de tela Orca, que agora pode salvar configurações de modo global (válidas para todos os aplicativos) e permite troca automática de idioma, tanto em apps quanto em páginas web.

Além disso, o Gnome 50 passou a contar com uma opção de redução de movimento nas configurações de acessibilidade para amenizar desconfortos causados por animações na interface do ambiente.

Sobre os controles parentais, agora os pais podem monitorar o tempo de uso do computador pelos filhos (com contas infantis), bem como definir limites de tempo de uso de tela para evitar, por exemplo, que as crianças passem da hora de dormir.

Também foram adicionadas bases técnicas para que, em versões futuras do Gnome, o ambiente de desktop possa filtrar automaticamente conteúdo nocivo a crianças em páginas web.

Outra novidade está no Papers, visualizador nativo de documentos (útil para leitura de PDFs, por exemplo), que foi reformulado para facilitar a inserção de notas a arquivos, permitindo não só a adição de textos, como também de linhas e marcas de destaque.

O gerenciador de arquivos Files, por sua vez, agora carrega mais rapidamente miniaturas e ícones, otimiza o consumo de memória RAM, deixou a função de renomear arquivos em lote mais intuitiva, passou a suportar o modo de autocompletar na barra de endereços sem distinguir letras maiúsculas e minúsculas, entre outras melhorias.

O que mais há de novo no Gnome 50?

Como de hábito, a nova versão traz um conjunto numeroso de pequenas novidades. Entre as demais podemos destacar:

  • função de área de trabalho remota com mais desempenho graças ao suporte à aceleração por hardware (GPU);
  • suporte aprimorado ao recurso de Taxa de Atualização Variável (VRR);
  • a ferramenta de agenda (Calendar) melhorou a função de inserção rápida de compromisso e a visualização mensal, e agora respeita a configuração do sistema para o primeiro dia da semana;
  • suporte ao antigo mecanismo gráfico X11 completamente removido (o Wayland é que manda nesse aspecto agora), algo que deveria ter ocorrido no Gnome 49;
  • como sempre, há novos papéis de parede (e eles são muito bonitos!).

Um detalhe interessante é que os mantenedores do Gnome mantêm uma iniciativa de nome Circle, que reconhece, promove e apoia aplicativos criados pela comunidade com foco no ambiente de desktop.

Pois bem, os apps do Circle que foram destacados junto ao Gnome 50 são estes:

  • Gradia: permite fazer capturas de tela elaboradas e inserir anotações gráficas nelas;
  • Sudoku: uma versão do famoso jogo de lógica;
  • Constrict: compacta vídeos com base em tamanhos específicos de arquivos;
  • Sessions: aplicativo de cronômetro com visual minimalista e foco na técnica de produtividade Pomodoro.

Como obter o Gnome 50 “Tokyo”?

Como o Gnome 50 é um ambiente de desktop, não um aplicativo que pode ser instalado com poucos cliques do mouse, a melhor maneira de ter acesso a ele é aguardar a atualização da sua distribuição Linux (se ela tiver uma versão com Gnome, é claro).

Você pode esperar pela novidade nas próximas versões de distribuições como Ubuntu, Fedora, Zorin OS, Manjaro e Big Linux.

Os apressados de plantão podem experimentar o Gnome 50 por meio do Gnome OS, que não é bem um sistema operacional, como o nome sugere, mas um ambiente de testes do projeto.

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